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	<title>Opinião &#8211; Radio Caraíba FM </title>
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	<title>Opinião &#8211; Radio Caraíba FM </title>
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		<title>Homem que se agachou na Praça Nova expõe fragilidade no cuidado com a saúde mental em Bonfim</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 16:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Foto: Reprodução Redes Sociais Na manhã da última terça-feira (11), um homem, aparentemente em situação de sofrimento ou adoecimento mental, agachou-se em meio ao trânsito, em plena Praça Nova do Congresso, em Senhor do Bonfim. O episódio aconteceu em um dos horários de maior movimentação de veículos e chamou a atenção de quem passava pelo local, exigindo dos condutores ainda mais cuidado&#8230;]]></description>
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<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="413" height="487" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/08/Saude-mental.jpeg" alt="" class="wp-image-6000" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/08/Saude-mental.jpeg 413w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/08/Saude-mental-254x300.jpeg 254w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/08/Saude-mental-370x436.jpeg 370w" sizes="(max-width: 413px) 100vw, 413px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sub><em>Foto: Reprodução Redes Sociais</em></sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na manhã da última terça-feira (11), um homem, aparentemente em situação de sofrimento ou adoecimento mental, agachou-se em meio ao trânsito, em plena Praça Nova do Congresso, em Senhor do Bonfim. O episódio aconteceu em um dos horários de maior movimentação de veículos e chamou a atenção de quem passava pelo local, exigindo dos condutores ainda mais cuidado para evitar um possível acidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso foi filmado por um homem e posteriormente exposto nas redes sociais. Na publicação, além das imagens, foi utilizada a expressão “êta Bonfim que dá coisa”. Mas, diante de uma situação como aquela, talvez a primeira atitude devesse ser outra: tentar ajudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, seguindo o exemplo da publicação, algumas pessoas também optaram por fazer comentários desprezíveis sobre o episódio, tratando com deboche uma situação que, antes de qualquer julgamento, deveria despertar preocupação, cuidado e solidariedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não seja novidade encontrar comentários depreciativos nas redes sociais diante de situações envolvendo pessoas em sofrimento mental, o episódio da Praça Nova nos leva a uma questão ainda mais importante: <strong>como está sendo tratado o cuidado com a saúde mental da população de Senhor do Bonfim?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O país enfrenta um cenário preocupante quando o assunto é saúde mental, e nossa cidade não está isolada dessa realidade. Diante disso, algumas perguntas precisam ser feitas: o CAPS está conseguindo atender adequadamente a todos que necessitam de acompanhamento? As unidades de saúde do município dispõem de profissionais e estrutura suficientes para atender à demanda por atendimento psicológico e outros cuidados relacionados à saúde mental?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio ocorrido na Praça Nova reforça essas indagações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que mais chama a atenção é o fato de uma pessoa aparentemente em situação de vulnerabilidade ter permanecido naquele local, em meio ao trânsito e exposta a riscos, sem que, pelo que se observa nas imagens e relatos que circularam, recebesse imediatamente o acolhimento e a assistência necessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata apenas de um episódio isolado. Trata-se de uma situação que deveria servir de alerta para a sociedade e, principalmente, para o poder público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos falar mais sobre saúde mental. Precisamos ampliar o acolhimento, fortalecer a rede de atendimento e, sobretudo, compreender que uma pessoa em sofrimento não precisa de julgamento, humilhação ou violência. Precisa de cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos que comentaram nas redes sociais que aquele homem “queria se aparecer” ou que “precisava de uma boa surra”, fica uma reflexão: que nunca tenham, no seio de suas famílias, alguém precisando de socorro por causa de um problema de saúde mental. Mas, se um dia acontecer, como gostariam que essa pessoa fosse tratada?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque é muito fácil julgar quando o problema está na vida do outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Difícil é compreender que sofrimento mental não escolhe família, classe social, idade ou condição financeira. Pode atingir qualquer pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem da Praça Nova não deveria ser lembrado apenas como alguém que parou o trânsito ou virou motivo de comentários nas redes sociais. Deveria ser visto como alguém que, naquele momento, aparentemente precisava de ajuda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saúde mental requer muito mais do que julgamentos e brincadeiras de mau gosto. Requer acolhimento, respeito, profissionais preparados, políticas públicas eficientes e, acima de tudo, humanidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Que o episódio da Praça Nova não seja apenas mais um assunto passageiro nas redes sociais. Que sirva para que todos nós — sociedade e poder público — façamos uma pergunta que não pode ser ignorada:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estamos realmente cuidando da saúde mental da nossa gente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Eloilton Cajuhy – Locutor e radialista</em></strong></p>
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		<title>Emendas parlamentares põem em risco investimentos no SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:19:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress Nos últimos anos, o Congresso Nacional ampliou seu controle sobre o Orçamento por meio das emendas parlamentares, em geral executadas sem transparência nem critérios técnicos. Na saúde, boletim do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), divulgado na terça-feira (21), mostra que 22% dos R$ 10,3 bilhões destinados a investimentos no SUS em 2024 vieram de emendas. Trata-se&#8230;]]></description>
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<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="638" height="427" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Emendas-SUS.jpeg" alt="" class="wp-image-5766" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Emendas-SUS.jpeg 638w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Emendas-SUS-300x201.jpeg 300w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Emendas-SUS-370x248.jpeg 370w" sizes="(max-width: 638px) 100vw, 638px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sub><em>Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress</em></sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o Congresso Nacional ampliou seu controle sobre o Orçamento por meio das emendas parlamentares, em geral executadas sem transparência nem critérios técnicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na saúde, boletim do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), divulgado na terça-feira (21), mostra que 22% dos R$ 10,3 bilhões destinados a investimentos no SUS em 2024 vieram de emendas. Trata-se de recursos voltados à ampliação ou modernização da estrutura do sistema, como obras e aquisição de equipamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada do SUS e responde por serviços essenciais, como vacinação, pré-natal, controle da hipertensão e do diabetes e visitas domiciliares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ieps, 65,7% dos itens financiados por emendas individuais na APS em 2025 (62.788 de um total de 95.598) pertencem à categoria “Infraestrutura e Material de Escritório”, que inclui cadeiras, computadores e aparelhos de ar-condicionado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Equipamentos médicos de baixo custo, como eletrocardiógrafos e aparelhos de ultrassom, representam 27,9%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos R$ 491 milhões destinados à APS, 23% (R$ 113,9 milhões) foram para infraestrutura, 12% (R$ 58,8 milhões) para equipamentos médicos de baixo custo e mais da metade (R$ 263,5 milhões) concentrou-se na compra de veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo ressalta que não é possível verificar se esses recursos estão sendo distribuídos de acordo com as necessidades dos municípios. Os dados, contudo, sugerem carência de infraestrutura básica e levantam dúvidas sobre se investimentos em equipamentos clínicos essenciais estão sendo preteridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também merecem atenção as disparidades regionais. Entre os municípios do Norte e do Nordeste, mais dependentes da União, 63% e 59%, respectivamente, receberam emendas. No Centro-Oeste (85%), no Sul (76%) e no Sudeste (73%), as proporções foram maiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa verificou ainda que, entre os municípios com até 10 mil habitantes, as emendas nem sempre beneficiaram os mais pobres ou aqueles com menor capacidade de financiar o SUS. Parte dos recursos foi destinada a cidades que já apresentavam gasto relativamente elevado com recursos próprios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de moralizar o uso das emendas parlamentares, é indispensável que a distribuição das verbas para a saúde seja orientada por diagnósticos das necessidades locais, e não pela conveniência política.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Folha de S.Paulo</strong></em></p>
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		<title>Quaest: Lula percebeu que o Brasil não se divide só entre ricos e pobres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="638" height="446" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Lula-e-Flavio.jpeg" alt="" class="wp-image-5706" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Lula-e-Flavio.jpeg 638w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Lula-e-Flavio-300x210.jpeg 300w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Lula-e-Flavio-370x259.jpeg 370w" sizes="(max-width: 638px) 100vw, 638px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sub><em>Foto: Reprodução / Facebook</em></sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação de Lula voltou a superar numericamente a desaprovação, 48% a 47%, e sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro cresceu. Não é milagre: enquanto o senador coleciona crises (Michelle, Vorcaro, Tariflávio), o governo começou a perceber que eleição não se vence apenas garantindo benefícios aos pobres na base e os muito ricos celebrando lucros no topo. A espremida classe média também vota — e costuma decidir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos meses, medidas como a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, renegociação de dívidas, derrubada da “taxa das blusinhas” e crédito mais barato para motoristas e entregadores de aplicativo, começaram a atacar problemas concretos: imposto, dívida, consumo e renda disponível. A pesquisa Genial/Quaest mostra o efeito: entre quem ganha mais de cinco salários mínimos (grupo cuja maioria não é de ricos, mas de classe média), a aprovação subiu de 35% para 41%, enquanto a desaprovação caiu de 60% para 54%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança ganhou força com a troca de peças no núcleo do governo e uma dose maior de pragmatismo. Lula parece ter entendido que não basta dizer, em PowerPoint, que a economia vai bem enquanto quem está no meio paga juros, imposto e boleto. A parte não-polarizada da classe média pode não ser a base fiel de ninguém, mas é frequentemente o fiel da balança. E, ao que indica a pesquisa, voltou a sentir que o governo começou a falar de sua vida real.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC / Fonte Leonardo Sakamoto</strong></em></p>
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		<title>Brasil na Copa: a derrota anunciada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagem: Meta IA A eliminação do Brasil da Copa do Mundo de 2026 trouxe frustração para milhões de brasileiros apaixonados por futebol. No entanto, para quem acompanha de perto os bastidores do esporte, o desfecho não chega a ser uma grande surpresa. Há anos, o futebol brasileiro convive com uma sucessão de problemas administrativos que enfraquecem sua credibilidade. Desde a gestão de&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="643" height="356" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Brasil-derrota.jpeg" alt="" class="wp-image-5560" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Brasil-derrota.jpeg 643w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Brasil-derrota-300x166.jpeg 300w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Brasil-derrota-370x205.jpeg 370w" sizes="(max-width: 643px) 100vw, 643px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sub><em>Imagem: Meta IA</em></sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">A eliminação do Brasil da Copa do Mundo de 2026 trouxe frustração para milhões de brasileiros apaixonados por futebol. No entanto, para quem acompanha de perto os bastidores do esporte, o desfecho não chega a ser uma grande surpresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há anos, o futebol brasileiro convive com uma sucessão de problemas administrativos que enfraquecem sua credibilidade. Desde a gestão de Ricardo Teixeira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passou a ser frequentemente associada a denúncias e crises institucionais. De lá para cá, nenhum presidente da entidade conseguiu atravessar seu mandato sem enfrentar graves questionamentos. José Maria Marin, falecido em 2025, Marco Polo Del Nero e Ednaldo Rodrigues tiveram suas gestões marcadas por acusações de irregularidades e disputas judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se isso não bastasse, os escândalos envolvendo manipulação de resultados para favorecer apostas esportivas ampliaram ainda mais a desconfiança dos torcedores. Diversos jogadores foram investigados e punidos, revelando que o problema não se limita a casos isolados, mas expõe fragilidades na fiscalização e na integridade das competições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a eliminação da Seleção Brasileira parece ser consequência de um processo de desgaste que vem se acumulando ao longo dos anos. O pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães na partida contra a Noruega, no último domingo, pode até ter sido um dos lances decisivos do jogo. Mas reduzir a derrota àquela cobrança seria ignorar problemas muito mais profundos. Em um esporte coletivo, derrotas raramente são explicadas por um único lance.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até a Copa do Mundo de 2030, que será realizada em Portugal, Espanha e Marrocos, haverá tempo suficiente para que o futebol brasileiro promova mudanças estruturais, fortaleça seus mecanismos de transparência e recupere a confiança dos torcedores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande dúvida, porém, é outra: haverá vontade para fazer essa transformação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se as velhas práticas continuarem prevalecendo sobre a competência, a ética e o planejamento, o Brasil poderá chegar ao próximo Mundial carregando o mesmo peso que o acompanha há algum tempo: o de uma <strong>derrota anunciada</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Eloilton Cajuhy – Locutor, Radialista e Narrador Esportivo</em></strong></p>
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		<title>‘Não há terapia que me prepare para isso de novo’, diz professora após alunos colocarem vidro em sua água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[A professora Michele Ramos denunciou aluno que colocou vidro em seu copo de àgua — Foto: Reprodução Redes Sociais “Eu sou Michele Ramos, atualmente professora na rede municipal de ensino de São José dos Campos, São Paulo. Me formei em Biologia em 2010 e, a princípio, não fui para a área da educação. Tentei, mas não consegui seguir a carreira acadêmica. Depois,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="643" height="391" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-vidro.jpeg" alt="" class="wp-image-5545" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-vidro.jpeg 643w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-vidro-300x182.jpeg 300w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-vidro-370x225.jpeg 370w" sizes="(max-width: 643px) 100vw, 643px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sub><em>A professora Michele Ramos denunciou aluno que colocou vidro em seu copo de àgua — Foto: Reprodução Redes Sociais</em></sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu sou Michele Ramos, atualmente professora na rede municipal de ensino de São José dos Campos, São Paulo. Me formei em Biologia em 2010 e, a princípio, não fui para a área da educação. Tentei, mas não consegui seguir a carreira acadêmica. Depois, senti um chamado, uma vontade de trabalhar com educação e fazer alguma transformação na sociedade. Fiz a licenciatura, prestei concurso, fui chamada e tinha uma expectativa boa. Mas nada tinha me preparado para o ambiente da sala de aula. A gente estuda um monte de coisas, mas nada te prepara para o turbilhão que é pegar turmas de sexto e nono anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comecei a dar aula em 2020, no ano da pandemia. Fui pegando o jeito aos trancos e barrancos enquanto enfrentava a dura realidade dessas crianças. São elas as situações externas que os alunos passam, a ausência de família e as dificuldades de aprendizado. Um monte de coisas que eu não imaginei que fosse me impactar tanto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, dentro da sala, eu tento deixar um clima leve. Gosto de fazer experiências práticas, mas, às vezes, fico receosa e acabo desistindo, porque geralmente são os dias em que eles ficam mais agitados. As crianças se distraem com muita facilidade. O negócio deles é a dopamina o tempo inteiro. Se você pede uma leitura um pouco mais longa, parece que pediu algo absurdo. Eles não têm paciência com o próprio aprendizado, querem escolher o que fazer, não aceitam o método tradicional, e essa revolta acaba caindo sobre mim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes desse episódio mais grave, eu já tinha passado por momentos de estresse e crises de ansiedade devido à falta de comprometimento e à muita bagunça. Sofri desrespeito e xingamentos de alguns estudantes e tive que ouvir coisas de familiares que eu não gostaria. Cheguei a sentir que não estava dando conta. Isso me levou a um estado de medo em que eu tive que me afastar por três ou quatro dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de virada foi em 2022, só dois anos depois de iniciar na profissão. Comecei a sentir pânico ao sair de casa. Já estava ficando sem dormir, ruminando situações de forma excessiva. Não era só um dia difícil; meu cérebro estava sendo constantemente bombardeado. Percebi que estava em um estado de ansiedade muito alto e comecei a tomar medicações. Hoje, estou à base de remédios. Tentei ficar sem, mas no momento só conseguia dar aula medicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa turma do 8º ano onde o caso aconteceu, eu não avaliava como uma sala diferente ou que desse mais problemas do que outras. O embate era sobre não cumprirem atividades e fazerem bagunça. Nunca havia tido um conflito a ponto de gerar humilhação ou algo mais grave. Da mesma forma, com os três meninos envolvidos, não havia atrito. Eu apenas cobrava as entregas. Foi uma surpresa muito grande essa atitude deles. Tem alunos que eu até esperaria que fizessem algo, mas desse que fez, eu não esperava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquela aula, planejei uma atividade sobre o sistema sanguíneo. Chamei cerca de seis alunos para sentarem bem na minha frente, pois eles não tinham entregado um trabalho há praticamente um mês. Eu estava dando mais uma chance para a nota deles, que estava baixa. Enquanto eles faziam a tarefa, comecei a montar um microscópio na minha mesa. Tirei uma gotinha de sangue e comecei a preparar a lâmina. A primeira e a segunda não deram certo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meu copo de água estava vazio, mas tinha uma gotinha no fundo. Usei essa água para limpar as lâminas de vidro que estavam embaçadas. Uma delas quebrou na minha mão, e eu a deixei no cantinho, certa de que ninguém ia mexer ali. Então, pedi para um dos alunos ir buscar água para mim naquele copo. Nesse momento que eu estava focada no microscópio, por uns 30 segundos, perdi a visão da turma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois que o aluno voltou com o copo, o clima estava estranho. Começaram a me falar: ‘Professora, não é muito seguro você beber essa água’. Eu nem imaginei o que era. Pensei: alguém cuspiu? Jogaram um cabelo? Quando perguntei o que tinham colocado, alguém respondeu: ‘Um vidro’.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perguntei quem tinha sido e eles não falaram. Peguei o copo, fui até a direção, pedi para acessarem a câmera e avisei que faria um boletim de ocorrência. Quando voltei para a sala e falei isso, eles ficaram em silêncio. Nisso, comecei a refletir e a chorar. Eu chorava desesperadamente. O que eu estava fazendo ali? Por que estava passando por isso? Fiquei com um sentimento de desesperança e pensei: ‘Eu não dou conta, tenho que ir embora daqui.’ Entrei em desespero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dez minutos depois, veio outra turma. Eu ainda estava aos prantos. Uma professora viu meu estado, avisou a diretora, que me substituiu e mandou eu beber água e lavar o rosto. Falei que precisava sair, ir ao médico, fazer o boletim de ocorrência e abrir uma CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) devido ao colapso nervoso. Naquele momento, o estresse se configurou como um acidente de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na saída, o menino que colocou o vidro veio falar comigo: ‘Professora, fui eu’. Ele tentou explicar, mas eu não quis conversar. Fiquei muito decepcionada porque tinha acolhido ele uma semana antes, quando ele estava mal. Só depois fui saber toda a história: um deu a ideia, ele colocou, e outro acobertou tudo na minha frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como eles não têm a dimensão de que isso foi uma violência, e não uma brincadeira, eu tive que registrar o B.O.. Eles precisam entender a consequência de uma tentativa de violência física. Não imaginei que seriam presos — quando surgiu esse boato, chorei, porque a última coisa que a gente quer é ver um aluno preso, seria o atestado de que tudo falhou. Mas foi difícil, tive que ter coragem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ainda estava no hospital, senti que precisava fazer um desabafo. Fiz um vídeo que repercutiu muito. Eu estava muito mal, mas muita gente veio me apoiar. Vários ex-alunos mandaram mensagens, e muitas escolas em outros estados fizeram manifestações em apoio. Acabei virando uma porta-voz. Ouvi relatos absurdos de professores: agressões físicas, quedas causadas por portas batidas de propósito e até outros cinco casos de envenenamento. É o apagamento dos professores acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o episódio, a prefeitura ofereceu uma transferência, mas estou pensando muito. Meu maior medo é passar mal de novo. Se eu voltar, terei que lidar novamente com a sensação de não ter o controle da sala e enfrentar os mesmos gatilhos de desrespeito. Abandonar a sala de aula é uma opção em que vou pensar; não gostaria, mas preciso planejar minha saída, pois estou com muito medo de passar por isso outra vez. Nenhuma terapia vai me preparar para aguentar tanto rojão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo esse processo, chama atenção a ausência das famílias. A gente faz reunião, e muitos não vão. Não olham cadernos, não buscam boletins. A falta de respaldo empodera as crianças a nos violentarem. O que eu clamo ao poder público, urgentemente, é um mapeamento dessa situação. Sem dados, não se faz política pública. O psicólogo da escola não dá conta de ações coletivas, está sobrecarregado com as tragédias diárias de alguns alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do trauma e violência, o que eu tiro como lição é que o que faz a gente sofrer tem que ser dito. Nós, professores, estamos acostumados a relevar, a não denunciar, a seguir em frente em prol da missão, mas não pode ser assim. Ninguém merece passar por esse nível de sofrimento. E expor tudo isso ensina sobre saúde mental. Exercemos uma profissão que precisa ser devidamente valorizada e olhada com mais respeito. Nós cuidamos de quase o Brasil inteiro, que passou pelas nossas escolas. Mas e a gente? Quem cuida de quem cuida das nossas crianças?”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por O Globo, em depoimento ao repórter Filipe Vidon</strong></em></p>
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		<title>Respeito que faz a torcida ser maior que o jogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Foto: Reprodução Na Copa do Mundo, o mundo inteiro parou por 1 minuto. Silêncio. Sem gritos, sem buzinas, sem vaias. Foi em homenagem às vítimas do terremoto na Venezuela. Famílias que perderam tudo em segundos. No Brasil a gente vive o futebol com paixão. Cantamos, pulamos, vibramos do primeiro ao último minuto. E é exatamente por amar tanto esse esporte que a&#8230;]]></description>
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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="613" height="347" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/06/Respeito-torcida.jpeg" alt="" class="wp-image-5484" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/06/Respeito-torcida.jpeg 613w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/06/Respeito-torcida-300x170.jpeg 300w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/06/Respeito-torcida-370x209.jpeg 370w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/06/Respeito-torcida-270x152.jpeg 270w" sizes="(max-width: 613px) 100vw, 613px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Foto: Reprodução</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Copa do Mundo, o mundo inteiro parou por 1 minuto. Silêncio. Sem gritos, sem buzinas, sem vaias. Foi em homenagem às vítimas do terremoto na Venezuela. Famílias que perderam tudo em segundos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil a gente vive o futebol com paixão. Cantamos, pulamos, vibramos do primeiro ao último minuto. E é exatamente por amar tanto esse esporte que a gente também precisa saber a hora de calar. O minuto de silêncio não é sobre time. É sobre humanidade. É respeito por quem não está mais aqui. É empatia por quem ficou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, torcedor brasileiro: Quando o som apitar e o estádio silenciar, segura a bandeira, guarda o grito e honra esse momento. Porque respeitar 60 segundos de silêncio mostra que nossa torcida é gigante também fora de campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Respeito. Sempre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC</em></strong></p>
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		<title>Violência de agentes públicos contra mulheres negras expõe padrão estrutural no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Foto: Freepik Ocorrências recentes de violência envolvendo agentes públicos e mulheres negras voltaram a acender o alerta sobre a atuação das forças de segurança no Brasil. CRIOLA, organização de mulheres negras, manifesta posicionamento contrário a qualquer forma de agressão, brutalidade ou violência contra mulheres negras e alerta para a gravidade desses episódios por parte de agentes públicos. “Não estamos diante de casos&#8230;]]></description>
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<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="643" height="482" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/05/Violencia-Negras.jpeg" alt="" class="wp-image-5018" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/05/Violencia-Negras.jpeg 643w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/05/Violencia-Negras-300x225.jpeg 300w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/05/Violencia-Negras-370x277.jpeg 370w" sizes="(max-width: 643px) 100vw, 643px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sub><em>Foto: Freepik</em></sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocorrências recentes de violência envolvendo agentes públicos e mulheres negras voltaram a acender o alerta sobre a atuação das forças de segurança no Brasil. CRIOLA, organização de mulheres negras, manifesta posicionamento contrário a qualquer forma de agressão, brutalidade ou violência contra mulheres negras e alerta para a gravidade desses episódios por parte de agentes públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não estamos diante de casos isolados, mas da expressão de um padrão histórico de violência institucional que tem raça, gênero e território definidos. Mulheres negras seguem sendo tratadas como corpos passíveis de controle, punição e violação por parte do Estado”, afirma Lúcia Xavier, coordenadora-geral de CRIOLA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Situações registradas neste mês — como a agressão de uma mulher negra por guardas municipais em Osasco, flagrada em vídeo recebendo um tapa no rosto e sendo imobilizada pelo pescoço, e o caso de uma trabalhadora doméstica, também em São Paulo, imobilizada e algemada por policiais militares após cobrar o pagamento de diárias — evidenciam práticas abusivas e reforçam um padrão já denunciado por organizações da sociedade civil. No segundo episódio, a abordagem ocorreu diante da filha da trabalhadora, de 7 anos, o que ampliou a repercussão e os questionamentos sobre o uso da força em uma situação de natureza trabalhista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para especialistas, os casos não são isolados. Eles se inserem em um contexto histórico de violência estatal que atinge de forma desproporcional mulheres negras, combinando racismo estrutural e desigualdade de gênero. O Relatório “Impacto da Violência produzida pelas polícias brasileiras contra as mulheres negras cis e trans”, de CRIOLA, aponta que a atuação das forças de segurança no país é marcada pelo uso excessivo da força, por práticas discriminatórias e por um padrão institucional que invisibiliza essas violações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório, a violência produzida por agentes do Estado contra mulheres negras não se limita a abordagens policiais agressivas. Inclui violência física, sexual, psicológica e institucional, além de impactos indiretos, como o encarceramento em massa e a vitimização de familiares em operações policiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento destaca ainda que o Brasil enfrenta um cenário de violência policial persistente, com mais de 43 mil mortes provocadas por intervenções policiais entre 2013 e 2021, sendo a maioria das vítimas pessoas negras. Ainda que os homens representam a maior parte dos casos de letalidade, mulheres negras são atingidas de forma múltipla e interseccional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CRIOLA aponta que há um padrão específico na forma como essas violências se manifestam contra mulheres negras. Segundo o relatório, a atuação policial frequentemente envolve práticas de humilhação, sexualização e rebaixamento das vítimas, refletindo uma lógica institucional baseada no racismo patriarcal cis-heteronormativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto crítico é o racismo patriarcal cisheteronormativo que permite o ataque às mulheres negras, destituindo-as de cidadania e desconsiderando as normas e leis vigentes para a abordagem policial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casos como os registrados recentemente ganham repercussão nas redes sociais, mas, segundo o relatório, apenas uma parcela das ocorrências chega ao conhecimento público. A maioria permanece sem investigação adequada ou responsabilização, especialmente em contextos de menor visibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando o Estado falha em investigar, punir e prevenir essas violências, ele se omite e legitima a continuidade dessas práticas. Enfrentar esse cenário exige reconhecer o racismo como estruturante das instituições e adotar medidas concretas de responsabilização e proteção às mulheres negras”, destaca Lúcia Xavier.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, CRIOLA defende a necessidade de mudanças estruturais, incluindo maior controle externo das atividades policiais, produção de dados qualificados e políticas que garantam a proteção integral das mulheres em abordagens policiais e no decorrer do processo judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise de CRIOLA conclui que enfrentar a violência de qualquer órgão ou política contra mulheres negras exige reconhecer o problema como estrutural — e não episódico — e avançar na responsabilização do Estado e na construção de políticas que garantam direitos e proteção efetiva a essa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC / Fonte Assessoria de Imprensa CRIOLA</strong></em></p>
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		<title>Entre flores e lágrimas: Quando o 8 de Março também precisa chorar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 14:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagem ilustrativa gerada por IA Eu hoje queria contar as coisas boas que resultam das lutas das mulheres. Ah, como eu gostaria de falar sobre as vitórias conquistadas, sobre os amores bem amados, sobre uma vida bem mais leve, sem medos, sem cabrestos e sem receios. Infelizmente, o que temos visto ultimamente não me deixa à vontade para tal feito. Não dá&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="372" height="557" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/03/8-Marco.jpeg" alt="" class="wp-image-4428" style="width:389px;height:auto" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/03/8-Marco.jpeg 372w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/03/8-Marco-200x300.jpeg 200w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/03/8-Marco-370x554.jpeg 370w" sizes="(max-width: 372px) 100vw, 372px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sub><em>Imagem ilustrativa gerada por IA</em></sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu hoje queria contar as coisas boas que resultam das lutas das mulheres. Ah, como eu gostaria de falar sobre as vitórias conquistadas, sobre os amores bem amados, sobre uma vida bem mais leve, sem medos, sem cabrestos e sem receios. Infelizmente, o que temos visto ultimamente não me deixa à vontade para tal feito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não dá pra ficar amordaçada, cega, acomodada ou agraciada com mimos e palavras doces do dia 8 de março, quando vimos dezenas de MENINAS serem assassinadas de uma só vez, e dentro de uma ESCOLA. Não dá pra sentir alegria quando somos informadas que mais uma garota foi seviciada por garotos amigos, inclusive um EX- NAMORADO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelas mãos de quem, tudo isso está acontecendo? Você pode até responder: mãos da guerra, mãos de jovens delinquentes. E eu devolvo: – mas de quem são as mãos da guerra e de jovens delinquentes? A quem pertencem estas mãos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não quero usar o momento pra instigar querelas nem antagonismos, quero apenas que reflitamos sobre a matança e as violências, sejam elas sexuais, psicológicas, financeiras, biológicas ou outras “ lógicas” que nos circundam todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveito a mesma tinta para falar que todos os dias meninas, adolescentes e mulheres são assediadas na escola, no trabalho, nas ruas, dentro de casa, e até nos templos religiosos. Muitos desses assédios terminam vitimando-as, não só física como também psicologicamente. Quem é que vai pagar (?) por isso? Quem é que vai parar com tudo isso? Quais são os interesses que se movem por baixo dessas ações: massacres, assédios, assassinatos, intimidações, invisibilidades, cárceres psicológicos e físicos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por que, e como é que sentimentos tão nocivos como ódio, desprezo, indiferença, desespero, tédio, são internalizados em crianças, jovens e ou adultos, para que possam agir de tal maneira? Onde erramos como pais, sociedade e civilização? Que tipo de educação temos pensado e realizado para as nossas “crias” em casa, na escola, na igreja, na rua, nos grupos e na vida?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu te juro, que hoje eu queria cantar com muita alegria pelas conquistas femininas e pela alegria de ser mulher; infelizmente hoje em mim não cabe alegrias, não cabe mimos e nem palavras doces, cabe lágrimas e flores para estas criaturinhas que foram brutalmente violentadas, cabe um abraço bem caloroso de mãe afetiva, para as mães das meninas assassinadas na guerra, para a mãe da garota do Rio que foi brutalmente seviciada, e para as mães que todos os dias se colocam no front de todas as lutas diárias pelos seus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje o meu repúdio vai para as mãos, que receberam tanto afeto e que hoje nos causam tantas dores, e que revelam em tintas coloridas a perversidade da preservação das mazelas que estamos aprendendo a enxergar e abominar: o lixo dos conceitos do patriarcado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Domingo/ março 26</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Glória da Paz</em></strong></p>
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		<title>Quando a liberdade vira distração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 16:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Foto: Robson Ventura/Folhapress Algumas universidades privadas começaram a proibir o uso de celulares durante as aulas. A medida gerou reações imediatas. Uns chamam de autoritarismo. Outros defendem como necessidade. Mas talvez estejamos olhando para o lugar errado. O debate não é sobre tecnologia. É sobre educação, não a educação formal da universidade, mas aquela que aprendemos antes dela: em casa, na convivência&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="638" height="437" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/02/Liberdade.jpeg" alt="" class="wp-image-4250" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/02/Liberdade.jpeg 638w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/02/Liberdade-300x205.jpeg 300w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/02/Liberdade-370x253.jpeg 370w" sizes="(max-width: 638px) 100vw, 638px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sub><em>Foto: Robson Ventura/Folhapress</em></sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas universidades privadas começaram a proibir o uso de celulares durante as aulas. A medida gerou reações imediatas. Uns chamam de autoritarismo. Outros defendem como necessidade. Mas talvez estejamos olhando para o lugar errado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate não é sobre tecnologia. É sobre educação, não a educação formal da universidade, mas aquela que aprendemos antes dela: em casa, na convivência e na forma como fomos ensinados a lidar com limites. Liberdade não nasce pronta. Ela se aprende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprende-se quando a criança entende que não pode ter tudo na hora que quer. Quando descobre que esforço vem antes de recompensa. Quando percebe que responsabilidade não depende de fiscalização constante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Universidade é espaço de aprofundamento intelectual. Não deveria ser o lugar onde alguém aprende, pela primeira vez, que foco importa. Se um jovem precisa que a instituição o impeça de usar o celular para conseguir prestar atenção, talvez o problema não esteja na regra — esteja no processo formativo anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos uma cultura do imediato. Tudo é rápido, curto, estimulante. Redes sociais são projetadas para capturar atenção. O prazer vem em segundos. O esforço, quase nunca é exigido. Mas construir futuro é o oposto disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem autocontrole, sem disciplina interna e sem capacidade de concentração, liberdade vira distração permanente. E distração permanente compromete projetos de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chamamos isso hoje de “soft skills”: autonomia, responsabilidade, gestão do tempo, foco. Mas essas competências não surgem por decreto. São fruto de educação familiar, convivência social e exemplos cotidianos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um jovem que sempre teve tudo à mão, que nunca precisou esperar, que nunca enfrentou frustração, tende a ter mais dificuldade em lidar com ambientes que exigem concentração e esforço. Não por maldade. Por falta de treino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números ajudam a dimensionar o problema. A evasão no ensino superior brasileiro é elevada, em muitos cursos, mais da metade dos ingressantes não conclui a graduação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte dessa desistência tem razões econômicas evidentes. Mas há também um componente formativo: estudantes que chegam à universidade sem base sólida, sem disciplina de estudo e sem preparo emocional para sustentar um projeto de longo prazo tendem a abandonar o caminho diante das primeiras dificuldades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proibir celulares pode ser medida paliativa. O ideal seria que ela fosse desnecessária. A verdadeira questão não é tecnológica nem institucional. É formativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso revela que a discussão sobre celular em sala de aula é apenas a superfície de algo maior. Não se trata de controle institucional, mas de preparação humana para enfrentar esforço, frustração e responsabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Educar para a liberdade é ensinar que escolha tem consequência. Que atenção é recurso valioso. Que o futuro não se constrói em atalhos. Liberdade sem responsabilidade é apenas impulso. Liberdade com maturidade é projeto de vida, e começa muito antes da universidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Ademar Batista Pereira, Presidente do Instituto Destino Brasil.</em></strong></p>
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		<title>Por que incomodou tanto?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rádio Caraíba]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 12:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Foto: Reprodução Eu pensei bastante antes de escrever sobre isso (foto acima). Porque eu já tive uma família “padrão”. Já fui casada, já vivi dentro daquele modelo que muita gente chama de tradicional, fui da “igreja”. E eu sei que existem famílias tradicionais felizes, estruturadas, respeitosas. Elas existem, sim. Mas também sei, como mulher e como advogada, que muita coisa ruim se&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="638" height="531" src="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/02/Escola-de-samba.jpeg" alt="" class="wp-image-4186" srcset="https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/02/Escola-de-samba.jpeg 638w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/02/Escola-de-samba-300x250.jpeg 300w, https://radiocaraibafm.com/wp-content/uploads/2026/02/Escola-de-samba-370x308.jpeg 370w" sizes="(max-width: 638px) 100vw, 638px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Foto: Reprodução</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu pensei bastante antes de escrever sobre isso (<em>foto acima</em>). Porque eu já tive uma família “padrão”. Já fui casada, já vivi dentro daquele modelo que muita gente chama de tradicional, fui da “igreja”. E eu sei que existem famílias tradicionais felizes, estruturadas, respeitosas. Elas existem, sim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas também sei, como mulher e como advogada, que muita coisa ruim se esconde atrás de discurso bonito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu vejo no meu trabalho homens que falam em “valores” e respondem por violência doméstica, que na hora do divórcio “passam a perna” na mulher que conviveu anos com ele, muitas vezes mãe dos seus filhos. Pais que defendem moral e discutem pensão como se fosse favor, abandonam o filho, mas “adotam” outra família. Mulheres que são silenciadas em nome da religião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E também não existe um único modelo legítimo de família. O Direito já reconheceu isso há muito tempo. Família é vínculo, é cuidado, é responsabilidade. Não cabe em um molde único.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema nunca foi a fé, muito menos a família. O problema é usar isso como escudo para não ser questionado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu defendo família. Justamente por isso não fecho os olhos para a violência que muitas vezes acontece dentro dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E se alguém se sentiu atingido com a crítica… talvez não seja porque foi atacado. Talvez seja porque se reconheceu.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/blogdoeloiltoncajuhy.com.br/site/wp-content/uploads/2026/02/Dra-Angelica-Santos-RS-Instagram.png?ssl=1"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blogdoeloiltoncajuhy.com.br/site/wp-content/uploads/2026/02/Dra-Angelica-Santos-RS-Instagram.png?resize=609%2C814&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-93764"/></a></figure>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Drª Angélica K. Santos, Advogada (Taquara-RS) – Foto: Reprodução / Instagram</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Angélica Santos – Advogada</em></strong></p>
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