Botijão explode? Gás tem cheiro? Sindigás esclarece as dúvidas mais comuns sobre o uso do gás de cozinha

Divulgação / Sindigás

Presente em cerca de 91% dos lares brasileiros e distribuído em 100% dos municípios do país, o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), mais conhecido como o gás de cozinha, faz parte da rotina de milhões de famílias. Ainda assim, muitas informações sobre o produto continuam cercadas por dúvidas, especialmente quando o assunto é segurança, instalação e manutenção dos equipamentos.

Pensando nisso, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) reuniu mitos e verdades mais frequentes que cercam a rotina dos consumidores para esclarecer os principais cuidados relacionados ao uso seguro do GLP.

Segundo o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, informação e prevenção caminham juntas.

“O GLP é um combustível amplamente utilizado no Brasil e possui um histórico consolidado de segurança. Incidentes, quando ocorrem, estão relacionados ao uso inadequado dos equipamentos ou à falta de manutenção. Por isso, orientar os consumidores é uma forma importante de contribuir para um uso cada vez mais seguro do produto”, destaca.

Botijão explode?

Não. Os botijões comercializados no Brasil passam por processos periódicos de inspeção e requalificação para garantir que atendam aos padrões de segurança. Quando ocorrem acidentes, normalmente, há uma combinação de diferentes fatores, como a falta de ventilação adequada, vazamento do gás em decorrência de má instalação do botijão, acionamento de uma fonte de calor no local do vazamento de gás, por exemplo. O risco está no mau uso, não no produto, pois o recipiente é feito em aço, muito resistente, que suporta altas temperaturas e variações que impedem sua explosão.

O gás tem cheiro?

Naturalmente, não. O GLP é um gás inodoro. O cheiro característico é resultado da adição de uma substância odorante, justamente para facilitar a identificação pelos consumidores de possíveis vazamentos. Ao perceber esse odor, os consumidores devem interromper o uso do equipamento e adotar os procedimentos de segurança.

O que fazer ao sentir cheiro de gás?

A primeira medida é fechar o registro do botijão e abrir portas e janelas para ventilar o ambiente. Também é importante evitar qualquer fonte de ignição, como fósforos, isqueiros, velas ou o acionamento de interruptores e equipamentos elétricos. Caso o cheiro persista, o recomendado é procurar a distribuidora ou uma assistência técnica autorizada para verificar a instalação e identificar o vazamento.

Quando devo trocar a mangueira e o regulador?

Mangueiras e reguladores possuem prazo de validade e devem ser substituídos conforme a orientação do fabricante ou sempre que apresentarem sinais de desgaste. Também é importante utilizar apenas produtos certificados e verificar periodicamente as condições desses componentes, já que eles são fundamentais para o funcionamento seguro do produto.

Posso aceitar um botijão enferrujado ou amassado?

Pequenos sinais de uso, como riscos, manchas superficiais de ferrugem ou leves amassados, são comuns e não significam, necessariamente, que o botijão esteja comprometido. No entanto, recipientes com corrosão intensa, deformações significativas, vazamentos aparentes ou qualquer dano estrutural não devem ser aceitos. Em caso de dúvida, o consumidor pode solicitar a substituição do botijão no momento da entrega.

Existe algum cuidado na hora da compra?

Sim. O consumidor deve adquirir o gás apenas em revendas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Também é importante verificar se o botijão possui a marca da distribuidora gravada em alto-relevo na chapa metálica, o que permite identificar a empresa responsável pelo recipiente. Além disso, recomenda-se conferir as condições gerais do botijão e exigir a nota fiscal da compra.

Para Bandeira de Mello, a combinação entre equipamentos em boas condições, instalação adequada e informação de qualidade é a melhor forma de prevenir acidentes.

“Pequenos cuidados fazem toda a diferença. Comprar o gás em revendas autorizadas, utilizar equipamentos certificados, respeitar os prazos de substituição da mangueira e do regulador e observar as condições do botijão são atitudes simples que contribuem para a segurança de toda a família”.

Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC / Fonte Fernanda Pimentel/Sindigás

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