Disputa pela presidência do Senado movimenta articulações e divide forças da direita

Davi Alcolumbre, Tereza Cristina e Rogério Marinho — Foto: Carlos Moura/Agência Senado, Cristiano Mariz e Brenno Carvalho / Agência O Globo

A disputa pela presidência do Senado Federal já movimenta os bastidores da política nacional. Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) intensificaram as articulações em busca de apoio para a eleição.

Alcolumbre aposta na força do cargo e na negociação de espaços estratégicos, como relatorias e presidências de comissões, para ampliar sua base de sustentação. Aliados estimam que ele possa contar com 48 votos, embora adversários considerem essa projeção exagerada.

Entre as movimentações está a indicação de Eduardo Gomes (PL-TO), ligado ao partido de Rogério Marinho, para a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A iniciativa é vista como um aceno à oposição.

Do outro lado, Marinho tenta ampliar o apoio para além do PL, que contará com 29 senadores na próxima legislatura. O parlamentar busca reunir os 41 votos necessários para vencer a eleição e tem procurado demonstrar força política com a adesão de integrantes de outras legendas.

Tereza Cristina também trabalha para conquistar votos, especialmente entre parlamentares do Centrão. Com perfil conciliador e bom trânsito em diferentes grupos políticos, a senadora tenta se apresentar como alternativa à atual presidência e à candidatura de Marinho.

Apesar de disputarem parte do mesmo eleitorado, Marinho e Tereza evitam um confronto direto. Os dois pretendem manter suas candidaturas e comparar as projeções de votos em janeiro, quando poderão decidir quem terá melhores condições de representar a oposição.

A eleição será realizada por votação secreta, o que torna as articulações ainda mais imprevisíveis. Mesmo com o apoio anunciado por algumas direções partidárias, não há garantia de que todos os integrantes das bancadas seguirão a orientação.

Enquanto as negociações avançam, Alcolumbre e Marinho também protagonizam críticas públicas sobre a atuação do Senado e sua relação com o governo federal e o Supremo Tribunal Federal.

O cenário indica uma disputa marcada por alianças, negociações e possíveis dissidências, na qual a capacidade de conquistar votos fora das próprias legendas poderá ser decisiva para definir o comando do Senado.

Por Blog do Eloilton Cajuhy – BEC / Com informações de O Globo

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