Preservação da fertilidade: 5 questões para avaliar antes do congelamento de óvulos

Foto: Magnífic
Entenda sobre o prazo, indicação, chances, duração do tratamento e custos antes de decidir pela preservação
A preservação da fertilidade pode fazer parte do planejamento reprodutivo de mulheres que desejam adiar a maternidade ou que passarão por tratamentos capazes de comprometer a função ovariana. Entre as alternativas disponíveis está a criopreservação de óvulos, que permite armazenar células reprodutivas para uma possível utilização futura.
A decisão, porém, envolve mais do que realizar o procedimento. Idade, reserva ovariana, quantidade de óvulos obtidos, condições de saúde e objetivos pessoais influenciam a estratégia. Por isso, uma avaliação individual com especialista em reprodução é importante antes de iniciar qualquer ciclo.
1. Por quanto tempo os óvulos podem permanecer congelados?
O congelamento de óvulos permite conservar essas células em temperaturas extremamente baixas, mantendo-os armazenados em tanques de nitrogênio líquido até que exista uma decisão sobre sua utilização. O tempo de armazenamento, por si só, não é o principal fator associado às chances de sucesso. O que merece atenção é a idade da mulher no momento da coleta e a quantidade e qualidade dos óvulos preservados.
A orientação atual da medicina reprodutiva considera que o período de armazenamento não apresenta associação demonstrada com redução da sobrevivência ou das taxas de gravidez dos óvulos vitrificados. Há alguns casos de sucesso com o uso de embriões de mais de 10 anos de conservação. Ainda assim, cada clínica deve orientar sobre as regras de armazenamento, consentimento e utilização do material.
2. Quanto tempo demora para preservar a fertilidade?
O processo não acontece em apenas um dia. Depois da consulta inicial, a mulher passa por avaliação clínica e exames para definir se o procedimento é adequado e qual estratégia será utilizada.
Quando indicada a estimulação ovariana, são utilizados medicamentos hormonais para estimular o desenvolvimento de vários folículos. Durante esse período, a evolução é acompanhada por ultrassonografias e, conforme a resposta, o tratamento costuma durar aproximadamente nove a quinze dias para coleta dos óvulos.
A coleta é realizada por aspiração folicular, geralmente sob sedação. Em seguida, os óvulos maduros passam pelo processo de vitrificação (podendo passar pelo processo de fecundação antes) e são armazenados para eventual utilização futura.
3. Quem pode fazer o procedimento?
A preservação pode ser considerada por diferentes motivos. Algumas mulheres optam pelo procedimento porque desejam postergar a maternidade por razões pessoais ou profissionais. Outras recebem indicação médica antes de tratamentos que podem prejudicar a função ovariana, como determinados tratamentos contra o câncer.
A idade é um dos fatores principais que merece atenção, pois a quantidade e, principalmente, a qualidade dos óvulos sofrem alterações ao longo do tempo. Por isso, decidir mais cedo pode favorecer os resultados, embora não exista uma idade única que determine quem deve ou não realizar o procedimento.
4. Quais são as chances de engravidar depois?
O congelamento não representa uma garantia de gravidez futura. As chances dependem de diferentes fatores, principalmente da idade no momento da coleta e do número de óvulos preservados.
A evidência disponível mostra resultados melhores quando a criopreservação é realizada em idades mais jovens, mas ainda não permite estabelecer uma quantidade universal de óvulos que garanta determinada probabilidade de nascimento. Por isso, o especialista deve apresentar estimativas individualizadas, considerando também os resultados do próprio serviço.
Quando os óvulos são utilizados, eles são descongelados e fertilizados em laboratório, geralmente por meio de fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozoide. O embrião formado pode posteriormente ser transferido para o útero.
5. Quanto custa preservar a fertilidade?
O investimento financeiro é outro ponto que deve ser discutido antes do início do tratamento. O custo total pode envolver consultas, exames, medicamentos utilizados na estimulação ovariana, procedimento de coleta, laboratório, vitrificação e armazenamento dos óvulos.
Por isso, comparar apenas o valor inicial pode não representar o custo completo. É importante perguntar quais etapas estão incluídas no orçamento e quais despesas serão cobradas separadamente, inclusive as relacionadas à manutenção do material armazenado.
Além disso, mesmo após a coleta, existe uma taxa de manutenção do congelamento. Ou seja, quanto mais tempo de congelamento, maior o investimento para manter os óvulos e/ou espermatozóides saudáveis.
Onde realizar o congelamento de óvulos?
A escolha da clínica também merece atenção. Além da experiência da equipe médica, é importante verificar a estrutura do laboratório de embriologia, os métodos utilizados para vitrificação e armazenamento e a forma como os resultados são apresentados aos pacientes.
O Fleury Fertilidade, centro de medicina reprodutiva do Grupo Fleury, oferece o procedimento de criopreservação de óvulos e acompanhamento especializado para pacientes que desejam preservar sua fertilidade.
Preservar a fertilidade envolve entender suas possibilidades e limitações. Uma avaliação individualizada ajuda a definir se essa estratégia faz sentido para cada momento de vida e quais fatores devem ser considerados antes de iniciar o tratamento.
Por Portal Jaguarari

